domingo, 18 de agosto de 2013
O caderno
A simplicidade desse caderno é tão nobre,com sua capa de couro falso,com arames dourados em suas pontas que foram colocados na intenção de enganar os tolos que o comprariam pelo preço de ouro e suas páginas que foram colocadas ali em máquinas operadas por pessoas que não fariam a mínima idéia do que seriam escrito nelas
O mesmo do qual vos falo se encontrava solitário em uma estante junto com outros vários com capas mais chamativas,cores e desenhos diferentes e me lembro como fosse ontem quando entrei naquela loja à procura de nada,simplesmente nada e achei tudo o que precisava
Quando o achei no meio de uma estante quilométrica com vários outros ali estava ele na última prateleira,empoeirado e como sendo o último,me esperava
Com algumas moedas que tinha me restado para comprar um maço de cigarros o comprei junto com uma lapiseira simples,uma borracha simples e alguns grafites aparte
Ao chegar em minha casa em uma noite agradável de começo de outono,me sentei na varanda e a vontade de escrever era tão mais intensa de quando escrevi meu primeiro texto,em uma noite parecida,quase na mesma hora,mas com sentimentos diferentes e em uma época totalmente diferente,mas na hora,nada saiu no papel
Descanso da imaginação do qual gosto de chamar O caderno que me amparou em meus momentos de tristezas,lapsos de felicidade,e de algumas paixão da qual tive ao longo do tempo,tempo do qual,já enxugou as minhas lágrimas quando as 'paixões' se tornaram apenas letras feias e sem jeito mas com passados bem vividos,ás vezes não,mas em contextos parecidos
Hoje,com minhas mãos suadas e trêmulas,escrevo esses versos dedicado ao meu grande amigo,que antes o interior era em branco e que agora está quase mas ainda não completo,de sentimentos puros e sem mentiras,de faz-de-conta e de uma história da qual ainda ei de ler para os meus filhos,a minha.
- R.A.W
Assinar:
Postar comentários (Atom)


0 comentários:
Postar um comentário